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HISTÓRICO DO CENTRO
Fundado em 1958, pelo Sr. Guerino Roso, o Centro Medianeira
funcionou precariamente numa velha casa, às margens do Rio dos Sinos,
atendendo a 35 crianças em regime de internato.
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Com a ajuda da comunidade local e de alguns industriais
integrantes da primeira Diretoria, em 1963 foi construída uma nova
sede, na Vila Vicentina, para abrigar 50 adolescentes em regime de
internato. O Centro sustentava-se através do recolhimento de papel,
garrafas e ferro velho, das contribuições da Diretoria e da ajuda
da comunidade local.
Em 1970, em colaboração com os Religiosos Pavonianos, após dois
anos de convivência com as crianças e adolescentes assistidos pela
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Cruz Vermelha, o Centro Medianeira construiu sua sede própria no
terreno anexo ao Colégio São Luís, na Rua Florêncio Câmara, 409,
com capacidade para abrigar 100 adolescentes em regime de internato.
A partir desta data, através de um convênio com a Diretoria, os
Religiosos Pavonianos assumiram a Direção e orientação pedagógica do
Centro Medianeira. Nesta nova sede foram abertos, também, alguns
pavilhões para oficinas pedagógicas, especialmente a oficina de
sapataria, dirigida por Ir. Volpi, vindo especialmente da Itália
para esse fim. Em poucos anos a oficina tornou-se obsoleta e fechou.
O Irmão voltou para a Itália.
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Em 1980, o Centro passou a atender os alunos em regime de
semi-internato, modificando, assim, a estrutura do prédio e
reformulando os objetivos do atendimento. Devido às dificuldades
financeiras que o Centro estava passando nesse período, os Pavonianos
assumiram também a parte administrativa do Centro, sob supervisão da
Diretoria.
Em 1985, iniciou-se a primeira experiência dos Núcleos de
Alfabetização na Vila Campina, com o objetivo de atender as crianças
diretamente no bairro onde moravam.
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De 1990 a 1995, foram abertos mais três Núcleos de Alfabetização,
na Vila Feitoria, Vila Duque e Vila Vicentina. No ano de 1995 foram
encerradas as atividades na Feitoria a pedido da comunidade
local.
Em 1997 as atividades do Núcleo da Vila Duque passaram a ser
desenvolvidas na Vila Progresso (Rio dos Sinos). Isto ocor-
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reu em função de que grande parte da população daquela
comunidade foi transferida para a Vila Progresso, por causa da
construção do Trensurb.
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Desde 1990, funcionou um programa chamado Oficinas Pedagógicas,
com o objetivo de atender adolescentes na área da iniciação
profissional. Iniciou-se com o artesanato. Aos poucos o projeto foi
ampliando-se, incluindo o curso de Marcenaria e Instalação Elétrica
Predial.
No ano de 1999, iniciou-se a Oficina Pedagógica de Corte e
Costura.
Ainda em 1999, atendendo às necessidades daquela comunidade local,
foi reelaborado o programa de trabalho do Núcleo da V. Campina,
passando a atender crianças e adolescentes em situação de risco, de
1ª a 4ª série, no turno contrário à escola, oferecendo atividades
complementares de apoio escolar.
No ano de 2000 foi assinado um convênio entre o Centro Medianeira e
o Governo do Estado do RS, firmando uma parceria, através da cedência
de um prédio localizado no Parque de Recreação do Trabalhador, para
que ali funcionasse o Centro de Iniciação Profissional da entidade.
Ao longo do ano, seguiram as reformas do devido local.
Em junho de 2001 foi inaugurado o Centro de Iniciação Profissional,
onde passaram a funcionar as oficinas de Marcenaria, Instalação
Elétrica Predial e Corte e Costura.
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A partir de setembro de 2002, foi feita uma reestruturação dos
programas de atendimento da entidade, que passou a vigorar em 2003,
com o objetivo de fortalecer o trabalho na periferia, aumentar as
parcerias com as comunidades e reduzir custos. Passou a funcionar
também mais um curso de iniciação profissional na área da Informática,
através de parceria com a empresa Stihl que doou todos os
equipamentos.
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No ano de 2004, o trabalho se manteve nas Vilas Progresso, Vicentina,
Campina e dentro do Parque de Recreação do Trabalhador.
No dia 28 de abril de 2004, iniciaram as atividades do projeto
"Aprenda Mais", na Vila Progresso. O projeto veio contribuir com
aquela comunidade, possibilitando que os alunos tivessem atividades
lúdico-pedagógicas também no contra-turno escolar. Foi possível
desenvolver o trabalho graças ao apoio financeiro de três empresas
do setor privado.
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Ao final do ano de 2004, respeitando uma exigência da CRE
(Coordenadoria Regional de Educação), o Centro Medianeira
encerrou suas atividades de escolaridade, encaminhando os alunos
de 1ª e 2ª série para as escolas públicas de seus bairros.
Já no ano de 2005, não havendo mais escolaridade, o trabalho
sócio-educativo de contra-turno escolar foi ampliado também na
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Vila Progresso e Vila Vicentina.
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Em 2006, consolidou-se o trabalho nos três bairros, através de
atividades que caracterizam o ASEMA (Apoio Sócio-educativo em Meio -
Aberto). Foi firmado com o poder público (Secretaria da Assistência
Social, Cidadania e Inclusão Social - SACIS) um convênio para o
repasse de subvenção mensal.
No Centro de Iniciação Profissional, iniciou-se o curso de
artesanato e customização, para oportunizar novos aprendizados
manuais para adolescentes e mães interessadas.
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Ao poder público, apresentou-se a solicitação de doação de um
terreno na Vila Campina, para construção de um centro esportivo
cultural para crianças e adolescentes, tendo em vista que o Centro
Medianeira já tem parceiros para tal construção e que naquela
comunidade não existem espaços desta natureza para adolescentes.
No ano de 2007 a Prefeitura Municipal, através do Prefeito Sr.
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José Ary Vanazzi, assinou a Lei nº 6.373 de 1º de outubro,
através da qual o Poder Executivo outorga a Concessão de Direito
Real de uso a título gratuito, pelo prazo de dez anos, de uma área
de terras de 3.150m², na Vila Campina, Rua 01, Quadra 2635, L s/n,
em São Leopoldo/RS.
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Apesar das datas serem importantes, sabemos que a história é
construída pelas pessoas e, portanto, a todos os que colaboraram e
continuam colaborando generosamente na construção dessa história, o
nosso sincero agradecimento. Com o apoio da comunidade leopoldense,
queremos continuar construindo uma história cada vez mais bonita,
onde as crianças e os adolescentes possam sempre ocupar o lugar
central.
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