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Vila Campina
Breve histórico do Núcleo da Vila Campina
Por volta do ano de 1985, o Centro Medianeira era muito reconhecido
pelo seu trabalho no centro da cidade, onde as crianças permaneciam
todo o dia em atividade: meio turno freqüentando a escola
Colégio São Luís) e no contra-turno, com atividades de acompanhamento
escolar, esporte, alimentação, etc...no prédio do Centro Medianeira,
no mesmo quarteirão.
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A realidade na época mostrava que muitas crianças e até mesmo
adolescentes, na periferia da cidade, que procuravam o Centro
Medianeira, não tinham condições de vir diariamente ao centro,
estavam fora da faixa etária aceita pela escola; porém, eram os
que viviam situações mais vulneráveis, que certamente precisavam de
um olhar e uma atenção especial, lá no bairro onde viviam.
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Estas questões inquietavam muito os educadores, técnicos e a
direção do Medianeira.
Foi então, que Pe. Mario Borghi, na época , diretor, lançou um
desafio:
"Ao invés de eles virem ao centro, vamos nós até a
periferia".
Junto a um grupo de educadores que aceitaram o desafio, cheios de
coragem, fizeram da proposta uma nova atividade do Medianeira.
No início, foram momentos de muitos encontros, visitas aos bairros,
busca de parceiros para que a tão sonhada descentralização do
Medianeira acontecesse.
O trabalho seria chamado de Núcleo de Alfabetização.
A idéia do núcleo era de fato, como centro, ponto essencial,
como princípio de algo que cresceria... esta era a concepção e o
sonho acalentado por Pe. Mario e seus primeiros colaboradores.
A alfabetização vinha também da necessidade de escola que tinham
crianças e sobretudo adolescentes, que na época, por motivos de
idade avançada, uso de drogas ou questões de "disciplina", muitas
vezes ficavam fora da escola.
Alfabetizar seria uma forma de possibilitar a eles a capacidade de
"ler as palavras para ler também o mundo", como bem lembrava Paulo
Freire.
E assim nascia o primeiro Núcleo de Alfabetização, na Vila
Campina, junto à Comunidade São Jorge, que foi muito bem acolhida
pelo conhecido Pe. Orestes.
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As crianças e os adolescentes ali eram alfabetizadas, com toda
uma metodologia pensada para o perfil dos grupos. Recebiam
alimentação, preparada por voluntários, e o contato com as famílias
era constante. Os alunos demonstravam sucesso na aprendizagem e na
socialização. E assim eram encaminhados à escola formal, onde
continuavam sua caminhada.
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Até o ano de 1999, a proposta na Vila Campina foi esta. A partir
de então, com mais escolas naquele bairro, sempre procurando dar
respostas à necessidade da comunidade, o trabalho do Núcleo deixou de
realizar atividades da escola formal e passou a ser no contra-turno
escolar, atendendo crianças e adolescentes das escolas daquele bairro,
com atividades de apoio escolar e oficinas lúdico-pedagógicas,
além da atenção à família, alimentação, etc....
Atentos ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), este
trabalho de ASEMA (apoio sócio-educativo em meio aberto) foi
sendo qualificado e adaptado para responder às necessidades do
público da Vila Campina, articulado à rede de atendimento que atua na
garantia de direitos das crianças e adolescentes em nossa cidade.
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